O ministro das Relações Exteriores defendeu em Luanda, a necessidade de modernizar e fortalecer a diplomacia angolana, de modo a garantir que continue a ser um instrumento de paz, desenvolvimento e soberania nos próximos 50 anos.
Téte António falava na abertura da conferência sobre “O Papel da Diplomacia na Conquista e Preservação da Independência Nacional”, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores, evento que decorreu durante dois dias, 6 e 7 de Outubro, na Marginal de Luanda, no quadro das celebrações do 50.º aniversário da Independência Nacional.
Na ocasião, o ministro sublinhou a necessidade de formar um novo perfil de diplomata angolano, profissional, patriota, discreto e eficaz, capaz de representar o país com eficiência mesmo diante das actuais limitações materiais e financeiras.
Segundo o ministro, cabe ao corpo diplomático preservar o legado herdado, projectar uma Angola moderna e preparar o futuro com visão estratégica e patriotismo.
Na sua intervenção, Téte António defendeu igualmente a valorização e motivação dos quadros diplomáticos, e propôs a revisão do Estatuto Remuneratório e a criação de mecanismos de reconhecimento dos diplomatas jubilados e das suas famílias, sublinhando ser fundamental formar um novo perfil de diplomata, preparado para os desafios contemporâneos.
Téte António destacou o papel de Angola como mediadora e promotora da paz em vários conflitos africanos, lembrando a participação activa do país na reconciliação de nações como a República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Sudão, Sahel e Golfo da Guiné, e o contributo da diplomacia angolana na libertação da Namíbia e no fim do apartheid na África do Sul.
O ministro reconheceu que a política externa nacional tem acompanhado os desafios da nova ordem mundial, com uma diplomacia cada vez mais voltada para a economia, diversificação e integração competitiva de Angola nos mercados regionais e globais.
“A diplomacia económica é hoje uma das prioridades do país, centrada na captação de investimento produtivo e na mobilização de recursos”, acrescentou.
A conferência reuniu distintas personalidades do Executivo, do Parlamento e do poder judicial, embaixadores, académicos e antigos diplomatas, e decorre sob o lema “A Diplomacia Angolana na Conquista e Preservação da Independência Nacional”. O objectivo foi promover uma reflexão sobre o percurso, os desafios e as perspectivas da política externa do país.
Entre os temas em análise constam “As Conquistas da Política Externa Angolana para a Pacificação e Resolução de Conflitos em África”, com intervenções dos embaixadores Toco de Aquinga Serrão, António Luvualo de Carvalho, Lizete Satumbo Pena e do professor André Sampo, e “Os Desafios da Nova Geopolítica Mundial e o Posicionamento Estratégico de Angola”, que debatido no segundo dia dos trabalhos.
O encerramento do evento, foi reservado a entrega de medalhas e diplomas de reconhecimento a distintas personalidades da diplomacia nacional, num momento que vai exaltar a trajectória e o contributo da diplomacia angolana para a afirmação do país no concerto das nações.