• ANGOLA REFORÇA PROTAGONISMO DIPLOMÁTICO NA VÉSPERA DA 7ª CIMEIRA UNIÃO AFRICANA- UNIÃO EUROPEIA


    Luanda acolhe, nesta segunda e terça-feira, 24 e 25 de Novembro, a 7.ª Cimeira União Africana União Europeia, um encontro considerado estratégico para o futuro da cooperação entre os dois blocos.

    Em antecipação ao evento, os embaixadores de Angola no Reino de Marrocos e no Estado de Israel destacaram, em declarações ao Jornal de Angola, as expectativas internas e externas em torno do papel do país, num ano marcado, também, pelas celebrações dos 50 anos de Independência.

    Segundo o embaixador José Filipe, acreditado no Reino de Marrocos, Angola chega à Cimeira num momento de grande relevância, exercendo pela primeira vez a presidência da União Africana.
    “As prioridades para este encontro foram definidas pelo Executivo e pela diplomacia angolana. O essencial é que Angola tem sabido interpretar as expectativas africanas com equilíbrio, responsabilidade e ambição”, afirmou.

    José filipe relatou ainda o interesse demonstrado em Rabat quando anunciou, durante a Conferência Ministerial Africana sobre Desarmamento, Desmobilização e Reintegração de Crianças- Soldado, que Luanda seria palco da próxima Cimeira.

    “Houve entusiasmos imediatos e até algum espanto positivo. Foi perceptível que Marrocos vê Angola como uma placa giratória africana, capaz de assumir responsabilidades mais amplas no continente”, sublinhou.

    Entre os temas que mais espera ver aprofundado, o diplomata destacou a mobilidade entre Árica e Europa, num contexto global marcado por fluxos migratórios complexos.

    “É fundamental que se discuta esta matéria com clareza e equilíbrio, evitando leituras que reavivem memórias coloniais e reforcem uma relação mais justa entre os continentes”, disse.

    Segundo o jornal de Angola, as declarações do embaixador José Filipe evidenciam que Angola chega a esta cimeira com responsabilidades reforçadas e com a expectativa internacional que desempenhe um papel agregador num momento importante para o futuro político e económico do continente africano.